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Como Abrir MEI: Passo a Passo Gratuito no Portal do Empreendedor, Custos e Obrigações em 2026

Resposta rápida

Abrir um MEI é gratuito, 100% online e leva poucos minutos: basta entrar no Portal do Empreendedor, clicar em "Quero ser MEI" e depois em "Formalize-se", fazer login com a conta gov.br (nível Prata ou Ouro) e preencher os dados do negócio. O CNPJ e o Certificado da Condição de Microempreendedor Individual (CCMEI) saem na hora. Depois de aberto, o único custo fixo é o DAS mensal: R$ 82,05 para comércio ou indústria, R$ 86,05 para prestação de serviços e R$ 87,05 para comércio e serviços, com vencimento todo dia 20. Neste guia, você confere quem pode ser MEI, o passo a passo completo, os custos de 2026 e as obrigações para manter o CNPJ regular.

O que é o MEI e quem pode abrir?

O MEI (Microempreendedor Individual) é a forma mais simples de formalizar um pequeno negócio no Brasil. Criado pela Lei Complementar nº 128/2008, ele permite que o trabalhador autônomo tenha CNPJ, emita nota fiscal, contribua para o INSS e acesse benefícios previdenciários — pagando um único boleto mensal de valor fixo.

Para se enquadrar como MEI, é preciso cumprir todos os requisitos abaixo:

Requisito Regra em 2026
Faturamento anual Até R$ 81.000 (média de R$ 6.750 por mês)
Atividade Precisa estar na lista oficial de ocupações permitidas (Anexo XI da Resolução CGSN nº 140/2018)
Participação em outras empresas Não pode ser sócio, administrador ou titular de outra empresa
Funcionários No máximo 1 empregado, com salário de até 1 salário mínimo ou o piso da categoria
Idade Maiores de 18 anos (menores de 18 anos emancipados também podem)

O limite de faturamento do MEI transportador autônomo de cargas é diferente: R$ 251.600 por ano. Estrangeiros que moram no Brasil também podem abrir MEI, desde que tenham a Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM), residência temporária com autorização para trabalhar ou status de refugiado reconhecido.

Atenção às mudanças de 2027: as regras do MEI foram alteradas pela Lei Complementar nº 238, de 21 de outubro de 2026, com efeitos a partir de 2027. Os valores e as regras deste guia valem para 2026 — antes de se formalizar, confira sempre a regra vigente no Portal do Empreendedor no dia do cadastro.

Antes de começar: o que separar

Checklist de preparação:

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Se a sua atividade não estiver na lista oficial, não é possível abrir o MEI para ela — nesse caso, o caminho é outro enquadramento, como Microempresa (ME) no Simples Nacional. Confira a lista antes de iniciar o cadastro para não perder tempo.

O processo em resumo

1. SepareConta gov.br Prata ou Ouro, CPF e dados do negócio
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2. AcessePortal do Empreendedor → "Quero ser MEI" → "Formalize-se"
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3. PreenchaDados pessoais e do negócio, atividade (CNAE) e nome fantasia
→
4. ConcluaCNPJ e CCMEI saem na hora — salve o certificado
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5. Pague o DASPrimeira guia no mês seguinte; vencimento todo dia 20

Calculadora: quanto custa o DAS do MEI em 2026?

Valores oficiais da Receita Federal para 2026, com base no salário mínimo de R$ 1.621,00 (INSS de 5% = R$ 81,05).

Passo a passo: como abrir o MEI no Portal do Empreendedor

  1. Acesse o Portal do Empreendedor. Entre em gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/empreendedor ou pelo atalho gov.br/mei. Desconfie de qualquer outro endereço: a formalização é gratuita e só acontece no site oficial do governo. Sites que cobram taxa para "abrir o MEI" são golpe.
  2. Clique em "Quero ser MEI" e depois em "Formalize-se". Você será levado ao serviço de formalização, operado pela Receita Federal.
  3. Faça login com a sua conta gov.br. É obrigatório ter nível de segurança Prata ou Ouro. Sem esse nível, o sistema não deixa continuar.
  4. Preencha os dados pessoais. O sistema já traz parte das informações do seu cadastro gov.br. Confirme ou complete CPF, data de nascimento, endereço, telefone e e-mail.
  5. Informe os dados do negócio. Escolha a atividade principal (o CNAE) e, se quiser, até 15 atividades secundárias. Defina o nome fantasia e o endereço do negócio. Atenção: a atividade principal define em quais áreas você pode atuar e emitir nota fiscal.
  6. Revise tudo com calma. Erros no CNAE ou no endereço depois dão trabalho para corrigir. Confira nome, atividade, endereço e dados pessoais antes de confirmar.
  7. Conclua o cadastro. Ao confirmar, o CNPJ é gerado na hora, junto com o CCMEI (Certificado da Condição de Microempreendedor Individual). Salve ou imprima o certificado: ele é o comprovante de que o seu MEI existe e é o documento que bancos e fornecedores pedem.
  8. Emita o primeiro DAS. A primeira guia mensal é gerada no mês seguinte ao da abertura. Acesse o PGMEI (Programa Gerador do DAS) no Portal do Empreendedor ou no aplicativo MEI para emitir e pagar o boleto.

Não há taxa de abertura, capital social mínimo nem exigência de contador. O processo inteiro é feito pela internet, sem sair de casa.

Quanto custa ser MEI em 2026?

A abertura é gratuita. O custo fixo do MEI é o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), uma guia única mensal que reúne a contribuição ao INSS e os impostos da atividade. O valor é calculado sobre o salário mínimo de 2026, de R$ 1.621,00 (Decreto nº 12.797/2025): a parte do INSS corresponde a 5% do mínimo, ou seja, R$ 81,05.

Atividade INSS (5% do mínimo) ICMS / ISS DAS mensal em 2026
Comércio ou indústria R$ 81,05 R$ 1,00 (ICMS) R$ 82,05
Prestação de serviços R$ 81,05 R$ 5,00 (ISS) R$ 86,05
Comércio e serviços R$ 81,05 R$ 1,00 + R$ 5,00 R$ 87,05
MEI Caminhoneiro R$ 194,52 (12% do mínimo) Conforme o tipo de transporte Faixa de R$ 195,52 a R$ 200,52

O MEI Caminhoneiro recolhe 12% do salário mínimo ao INSS (R$ 194,52) e paga valores diferentes de ICMS/ISS conforme a carga e o destino. Um valor confirmado para 2026 é o do transporte de carga municipal: R$ 199,52 (R$ 194,52 de INSS + R$ 5,00 de ISS).

O DAS vence todo dia 20 de cada mês (ou no próximo dia útil, quando o dia 20 cair em fim de semana ou feriado) e deve ser pago mesmo nos meses em que você não faturou nada. Ele pode ser pago por boleto, Pix, débito automático, aplicativo do banco ou em casa lotérica. Para não esquecer, ative o débito automático ou coloque um lembrete mensal.

Cuidado com o cancelamento: 12 meses consecutivos sem pagar o DAS levam ao cancelamento automático do CNPJ e à perda dos benefícios previdenciários acumulados. Se o seu MEI ficar inadimplente, regularize o quanto antes pelo PGMEI.

O que o MEI ganha: benefícios e direitos

Com o CNPJ ativo e o DAS em dia, o microempreendedor individual tem acesso a:

É importante entender o que o DAS cobre — e o que não cobre. O MEI paga apenas INSS, ICMS e ISS. Ele não recolhe Imposto de Renda da Pessoa Jurídica nem contribuição social sobre o lucro, mas continua obrigado a declarar o Imposto de Renda da Pessoa Física, se estiver nas condições que exigem a declaração anual.

Obrigações do MEI depois da abertura

Abrir é fácil; manter regular exige disciplina. As obrigações anuais e mensais são:

  1. Pagar o DAS todo mês, até o dia 20. Mesmo sem faturamento no mês.
  2. Fazer a Declaração Anual (DASN-SIMEI) até 31 de maio do ano seguinte. Nela, você informa o faturamento bruto do ano anterior. Quem abre o MEI no meio do ano declara proporcionalmente, considerando apenas os meses de atividade.
  3. Emitir nota fiscal sempre que vender ou prestar serviço para outra empresa (pessoa jurídica). Para pessoa física, a nota só é obrigatória se o cliente exigir.
  4. Guardar as notas fiscais de compras e vendas por 5 anos.
  5. Controlar o faturamento mensal. Anote todas as receitas do mês: passar do limite de R$ 81.000 por ano obriga a migrar para Microempresa (ME) e pagar a diferença de impostos.

O DASN-SIMEI é gratuito e feito pela internet, no Portal do Empreendedor. Atrasar a declaração gera multa de, no mínimo, R$ 50,00 — e o MEI fica irregular até regularizar.

MEI e nota fiscal: como funciona?

Depois de formalizado, você pode emitir nota fiscal eletrônica (NF-e para venda de produtos ou NFS-e para serviços). O cadastro para emissão é feito na Secretaria da Fazenda do seu estado (para produtos) ou na prefeitura do seu município (para serviços), e as regras variam de cidade para cidade. Algumas prefeituras já emitem a NFS-e pelo portal nacional; outras exigem cadastro próprio. Vale conferir no site da prefeitura antes de fechar a primeira venda para empresa.

Para vender para pessoa física, a emissão não é obrigatória — mas emitir nota aumenta a confiança do cliente e ajuda no controle do seu negócio.

Erros comuns (e como evitar)

FAQ

Abrir MEI é de graça mesmo? Sim. A formalização no Portal do Empreendedor não tem taxa de abertura, de registro nem de emissão do CNPJ. O único custo é o DAS mensal, que começa no mês seguinte à abertura.

Quanto tempo leva para abrir o MEI? Poucos minutos. Com a conta gov.br Prata ou Ouro e os dados em mãos, o cadastro é concluído na hora e o CNPJ e o CCMEI são emitidos imediatamente.

Preciso de contador para abrir o MEI? Não. A abertura e a declaração anual podem ser feitas pelo próprio empreendedor, gratuitamente. O contador só é necessário se você quiser ajuda com a gestão ou migrar para outro regime.

Posso abrir MEI com o nome sujo? Sim. Restrições de crédito no CPF não impedem a abertura do MEI. Mas o nome sujo pode dificultar a abertura de conta jurídica e o acesso a crédito no banco.

MEI precisa declarar Imposto de Renda? Depende. O MEI continua sendo pessoa física para o Imposto de Renda: se estiver nas condições de obrigatoriedade (renda tributável, bens etc.), precisa declarar como pessoa física. Além disso, todo MEI deve entregar a DASN-SIMEI até 31 de maio, informando o faturamento do ano.

Posso ter funcionário como MEI? Sim, no máximo 1 empregado, com salário de até 1 salário mínimo ou o piso salarial da categoria. O empregado tem os mesmos direitos trabalhistas de qualquer trabalhador com carteira assinada.

O MEI pode vender para o governo? Sim. Com o CNPJ, o MEI pode participar de licitações e vender para órgãos públicos, inclusive com vantagens em licitações de menor valor.

Fontes

Confirmação: 8 de novembro de 2026